Uma casa construída
em torno das pessoas
O Terraço Flamboyant nasceu da convicção de que envelhecer bem tem a ver com pertencimento, não com vigilância.
Voltar ao inícioNossa história
Como o Terraço Flamboyant começou
A ideia surgiu de uma situação real: uma família do bairro América, em Joinville, que buscava para um dos seus um lugar que não fosse nem hospital nem pensão. Queriam uma casa. Queriam que ele pudesse continuar acordando na hora que queria, tomando café com alguém, fazendo coisas com as mãos.
O que não existia, a família decidiu criar. Nos primeiros meses, o Terraço Flamboyant recebeu dois residentes. O espaço na Rua Doutor João Colin foi escolhido pelo tamanho do quintal, pela luz da tarde e pela vizinhança calma do bairro América.
Com o tempo, as tardes de ateliê foram surgindo porque os moradores pediam algo para fazer — não entretenimento, mas trabalho. A bancada de marcenaria foi a primeira aquisição. A mesa de pintura veio depois. A máquina de costura foi doada por uma residente que ainda a usa toda semana.
Hoje o Terraço Flamboyant atende pessoas e casais que querem continuar vivendo com ritmo próprio, rodeados de objetos que reconhecem, com pessoas que os conhecem pelo nome.
O que nos move
Nossa missão
Queremos que cada pessoa que vive no Terraço Flamboyant sinta que a casa é dela. Não que ela esteja sendo cuidada em um espaço alheio — mas que pertence àquele lugar, que tem história lá, que deixou alguma coisa naquelas paredes.
"Não é sobre dar conforto às pessoas. É sobre criar condições para que elas continuem sendo quem já são."
— Princípio que orienta o trabalho da casa
3+
anos de funcionamento
18+
pessoas já passaram pela casa
3x
tardes de ateliê por semana
100%
das famílias recebem relato mensal
Quem trabalha aqui
As pessoas por trás da casa
A equipe do Terraço Flamboyant é pequena por opção. Quanto menos trocas de pessoas, mais os moradores se sentem em casa.
Miriam Rezende
Coordenadora da casa
Trabalha com pessoas mais velhas há doze anos. Foi ela quem ajudou a definir que a casa não teria regras de horários fixos para acordar.
Carlos Souza
Responsável pelo ateliê
Marceneiro de formação. Construiu a bancada do ateliê e desde então conduz as tardes de segunda, quarta e sexta com paciência e humor.
Adriana Lima
Cozinheira e anfitriã
Cozinha há mais de vinte anos. Conhece as preferências de cada morador e avisa a família quando alguém está com menos apetite do que de costume.
Como trabalhamos
Padrões que a casa segue
Privacidade dos moradores
Informações sobre saúde, rotina e situação familiar de cada pessoa são tratadas com discrição. Nada é compartilhado sem consentimento.
Segurança no espaço
A casa segue as normas da ABNT para ambientes de moradia coletiva: extintores, corrimãos, iluminação noturna e pisos antiderrapantes em banheiros e corredores.
Alimentação com cuidado
As refeições são preparadas na própria cozinha. Restrições alimentares e preferências são anotadas na chegada e respeitadas no dia a dia.
Comunicação com a família
Todo mês a família de cada residente recebe um relato escrito sobre como a pessoa está, o que está fazendo e o que chamou atenção na convivência.
Equipe estável
A rotatividade de pessoal é um problema sério em residências para idosos. No Terraço, cada membro da equipe permanece pelo menos dois anos antes de qualquer mudança.
Clareza sobre o que não fazemos
A casa não oferece atendimento médico, enfermagem ou fisioterapia. Esse limite é comunicado desde o início, para que cada família possa tomar sua decisão com informação completa.
Contexto e referência
Moradia com sentido para pessoas mais velhas em Santa Catarina
Joinville é a cidade mais populosa de Santa Catarina e tem uma parcela crescente de pessoas com mais de 65 anos. Ao mesmo tempo, a oferta de moradia coletiva nessa faixa etária ainda costuma se dividir entre dois extremos: clínicas com estrutura hospitalar ou repúblicas sem acompanhamento.
O Terraço Flamboyant ocupa um espaço diferente nessa divisão. Não é uma instituição de longa permanência nos moldes tradicionais, nem uma casa de repouso com corredores brancos. É uma residência no sentido mais próximo da palavra: um lugar onde as pessoas moram, têm seu quarto, participam das decisões sobre o dia, recebem visitas e mantêm vínculos com o bairro.
O bairro América, onde a casa está localizada, é arborizado, bem servido por transporte e tem comércio próximo. Muitos moradores continuam saindo para dar uma volta, ir ao banco ou tomar café em algum lugar que frequentavam antes. A casa não é um ponto final: é uma base.
Famílias de outras cidades de Santa Catarina — Blumenau, Florianópolis, São Bento do Sul — já procuraram o Terraço Flamboyant para acomodar um familiar que prefere estar próximo de Joinville. O serviço de Apoio na Chegada foi criado justamente para tornar essa transição menos pesada para todos.
Próximo passo
Quer conhecer a casa pessoalmente?
Agende uma visita sem compromisso. A equipe recebe famílias para mostrar o espaço, tirar dúvidas e conversar sobre a situação com calma.
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